30 de outubro de 2008

para rose

dizer tchau é mero clichê.

Ela se foi...mas aquela voz fica...aquele kit: sorrisocarinhogratuitoolhardecriança minha querida rose...seus braços abertos maiores que sua alma.

saudades de seu olá.

almejo outros encontros em tempos mais generosos e próximos

23 de outubro de 2008

Bobas?

Por que agora é bom e depois não é mais?
Por que inspiração não vem todo dia?
Por que morrer na praia não é bom?
Quem disse que casar sara?
Quem garante que vai ficar tudo bem?

1 de outubro de 2008

Matilde

Matilde teve um choque

Uma barata enorme cruzou seu caminho na porta de seu prédio. Era grande, realmente grande. Não a matou...tentou..teve medo, pânico... olhou, mirou, planejou, ensaiou trêmula o enfrentamento mas, falhou na chacina..
Agora ela perdeu a paz. Imagina elaborados ataques da criatura em todo lugar... a qualquer momento...
Devia tê-lo feito enquanto podia... agora a assombrosa presença do ser permanece no mínimo arrepiar de pelos nas pernas. Determina um recorrente e eterno olhar alerta para o mínino ruído ou fissuras no piso. Deixou suspenso o ar de seu lar que fôra doce.

Devía tê-lo feito quando podia. Devia matilde!

Agora suas escadas já não serão as mesmas.

8 de setembro de 2008

"Deixei de lado todo aquele meu ativismo".

Mesmo assim este continua sendo um grande camarada.

30 de agosto de 2008

No semáforo

Supresa por eu ter informado à uma moça perdida o número de uma placa miúda do outro lado da avenida, uma mulher desconhecida que estava ao meu lado disse:

"É bom quando as vistas da gente enxergam longe viu. Ahh quando eu era jovem eu via coisas do arco da velha."

17 de agosto de 2008

Dolores

É como se essa afta não me esquecesse. Daí não esqueço dela e o mundo inteiro fica da sua cor.
Estranho como uma pedra no sapato, um cisco no olho, um pêlo inconveniente, uma casca de ferida. Não adianta, tá lá, um evento inevitável e incômodo dessa punk vida mistureba de retêtes e seres estranhos que vivem em seus quadrados.

14 de agosto de 2008

após o sinal

Faz assim: vai lá, viaja e esquece. Capa o gato!
Quando voltar terei solucionado o pepino da leveza sobre você, que é uma pedra no seu sapato.
ah!Quando voltar....vê se me escuta! Dá ouvidos pra essa que te dá bola e massageia teu ego.

liga p/ mim quando puder.

de Dolores

12 de agosto de 2008

Deleuze...caso do momento

Me dê a mão. Que tal uma volta?

10 de agosto de 2008

Há domingos assim.
Nada que unhas vermelhas não resolvam.

Muy bien...

Mudei meu style
Catei o lixo
Cortei a franja
Arranjei umas luvas novas
Fiz um bolo de ameixa

Agora pode me perguntar onde estou indo
(onq'eu tô d'onde q eu vô)

Darei satistafação,uma dica, farei um mapa...

Juro. Sou cartógrafa. JURO!

Adoro mentiras mas, não esqueço mais o caminho de casa.

21 de junho de 2008

É osso? Quero não!

Cochiraram nas zureia
Deu u'estalo na razão
ih Deixei a portêra aberta!
Entrô boi na prantação!

Se pião roda prum lado
Mas num acerta o lado bão
Esse trem num tá bem certo
Anda torto esse refrão

Acertei cu'meus miolos
Fiz uma combinação
De fazê uma brincadêra
Que faz bem ao coração

Vô fazê canção pra lua
Um'agradecido pela luz
Vô dizê bença pro vento
Que pela mão me conduz

Fechei a portêra grande
Sentei no meu janelão
Disse a mim que chega disso
Vou cuidá de ficá bão

Pranto uva, pranto quiabo
Mas só pranto no verão
Num quero prantá mais osso
Pra colhê assombração


(Uma Ode aos cordéis de São João)

17 de maio de 2008

alguém que ficou na minha sombra

Tejo e vento

Tô eu aqui no meio disso ...

Disso que é a memória do Tejo e o desejo pelo mar
Entre o que penso de você e o que eu era aqui, aí e lá

Tô eu aqui confusa e calma com o meu caos
Não mais a espera de Godot, nem pronta pra te ver
Não tão profana quanto ainda possa parecer

Vendaval. Ventou lá de assanhar miolos
E venta aqui de entorpecer a razão
Vento que não chega até aí, perdeu-se no caminho
Vento perdido. Não há mais rédea em sua mão

Imagino ainda as mãos... as que me recordo de serem suas
No meio de outras gentis os ventos trazem
Me bangunçam o cabelo e no desenho que fiz de você fazem um borrão
Me recordam que posso esquecer de você, do que havia antes e hoje não

19 de fevereiro de 2008


I Ching me disse: A carga é excessiva para a força dos apoios. Medidas extraordinárias são necessárias, uma vez que essa é uma época e uma situação também excepcionais.
Simples assim!
Balela não! Batata!

17 de fevereiro de 2008

Achada

Lá me vou... me encontrarei num depósito de refugos postais.
Numa caixinha globs globs... numa horta...num galpão... numa mina...
Necessito suspiros de inesperados

Passe lá e me diga o que achou de mim só.
o que acho de mim decidida
O que achou de mim fugitiva
O que achou de mim achada

Encontrar-me ei em qualquer esquina já que aqui não há.
Não há mais nada aqui além do que já tem havido
E o que há há ... que haja ainda...Que vá havendo... que vá...venha e vá
Há muito acá. Acá dentro desse coração
Que lá será de café, pão de queijo e luta
Pois daqui leva paixão
Das que valem a pena

E que venha o mar pra eu navegar...

18 de dezembro de 2007

Embebedada por "Havia histórias de coisas que havia e de outras que vão havendo (de Joana Bértholo)

Havia uma menina que só repetia o que ouvia, só falava do que lia, que só comia o que sabia, só falava com quem conhecia. Um dia perdeu a agenda e esqueceu-se que deveria ter acordado e vivido aquele tão esperado dia.

Era sol, muito calor. Pode ter sido isso.

Havia uma menina que sem manual nada via e nada havia.

27 de novembro de 2007

Vigiai e continuarás ancorado nas profundezas desse vazio superficial e vicioso!

26 de novembro de 2007

Filme de mim

Uma conversa maluca e sonolenta no transito lento devido a chuva devido ao meu mal tempo ao meu humor mal estar de querer estar em outro lugar não conseguir ficar parada digo que não porém procuro olhos me digam algo que me faça sentir melhor me sentir menos eu mais outra coisa outra melhor na qual me reconheço um ouvinte ou um falador alguém na escuta que até seja surdo se tiver mãos ousadas mãos que te tocam só de olhar pois ouso querer sempre menos que isso mais do que deveria menos do que me dão e quando de novo ouso fazer o retorno e ir à outra ponta do fio dizer o que ainda não sabia não restava saldo suficiente para chamadas ... fui insuficiente para chamar... insuficiente para saudar até com um simples fim de frase... qualquer legenda ... fim de filme ... que final feliz...

Me resta dormir para tornar-me um bom letreiro de mim curta ou longa vida o filme sou eu e não há filme sem mim mesmo que como um cisco de areia sou eu quem verá o início registrará o meio e morrerá no fim.

18 de novembro de 2007

PatAgonia

Quer colo manso mas rejeita o ganso
O acha um sonso, um pastelão.
Cata coquinho para fazer um barquinho
Quer atravessar o mar, deixar seu mundinho
Não mais servem os laguinhos, nem viver de biquinhos
Junta grãos do chão num saquinho para alcançar a paixão

Pasta como vaca beija sapo e gavião
Como se tivesse pedra ao invés de coração
Mas tem uma paixão que não é comum, é humana, de ilusão.
Quer ser feliz do outro lado
Não quer destino traçado de ser pato, que confusão
Quer ser artista de cinema, de teatro ou de televisão.
Mas a coitada da patinha, não voa feito avião
Não atravessará o mar nem irá longe nessa lentidão
Não vai ser musa, pois tem penas ao invés de um corpão.
A coitada da bichinha vai morrer de depressão.

Em outro conto seria trágico
Mas falando só bobos patos não passa de uma comedia de fatos.

Baseado em patos reais.

14 de novembro de 2007

Vestes

Um indio Skate Board Street
Um alemão I love Rio de Janeiro
Um brasiliense Eu estive em Amsterdan
Um paulista No Stress

19 de outubro de 2007


Encanto
Desassossego
Vida
Morte
Merda
Cruel
Vício

Chá pra constar

Garrafas ao mar.Um corpo que cai. Um cotidiano es-tu-pi-di-fi-can-te. Besteira é coisa séria, é preciso com ela filosofar. Corra ao passar das páginas. Extra! Uma banda ruím compõe obra prima e se torna famosa. Mas nunca deixará de ser a pior. E o prêmio vai para...

Te agrada? Um plágio contemporãneo multimídia. Releitura. Revisão. Relembrança.

Bravo!

Homens ao mar ao som de jazz.

Isto é prime.

25 de setembro de 2007

Banheira de ida e volta

...correria, sol estridente até nas fontes luxuosas.

.... sigo à bordo de uma banheira com rádio, daquelas sem freio que nos leva à destinos, lugares no mundo. Muito suor, tão molhado que resseca a pele já sugada pelo pouco vento dessa planícia operária. Suor que enche a banheira e faz com que borbulhe sem sais, até o destino certo. Pontual como uma vaca de badalos, numa marcha quase bovina.

-Sim. Desculpem! Eu sou apenas aquele que abre a porta.
-Pode nos dar luz?(Por mil sóis que nos fritam...)
- Ó não! Mas sou apenas o que os recebe!
- Ainda não.. fui encaminhado para encaminhá-los ao caminho: e... não é este o caminho.
- E?
-Um momento... Só um minuto... Só um segundo....

(Nada. Poeira! Muitos anos depois... )

-Somos aqueles que riem! Começem!
-Humpf

Não é mais preciso dramatizar. Voltemos à banheira com rádio. De lá vem música, poesia, o descorforto e o desassossego... de lá vemos o mundo. E seremos aqueles que carregam o peso da madeira mofada, levaremos para mais um faz de conta. Faz bem aos ombros carregar o peso que nos cabe. Sem esperar todos aqueles que secam as fontes do nosso suor dizerem- o que desejam?

Muito riso pouco ciso. Qualquer bispo ou louco sabe disso. Rir de tudo faz bem à alma. Qualquer bicheiro ou cartomante carimbaria este visto.

Depois do ato a banheira seguiu diminuindo no requadro ... os acompanhantes do funeral pegaram o caminho do circo.

21 de agosto de 2007

Labirinto do umbigo

Donde está objeto?
Prometo não entortá-lo
Te farei real ao encontrá-lo
Motivo pra viver
Motivo pra morrer
Motivo pra dar risada.

Me encontre!
Ou brinque de pique comigo
Daí esse será nosso encantamento
Eterna busca de compreendê-lo
Desmontá-lo
Invetisgar seus pontos e costurinhas
Nervuras e espaços vazios
Já que não se entrega
Só desassossega

Te encontro! Ora!
Não se esconda, doce será o encontro
Doce ou feito de outras alquimias
De alegria que borbulha
Que enrubrece
Identidade que torna grande
Transforma a menina
Torna mulher
Esquenta a velhinha

Ora! Te procuro sem cansar
Ahh se te encontro hoje...

Mostro ao mundo que não és de meu umbigo só
Que és do mundo. Meu umbigo no mundo.

20 de agosto de 2007

"Se é boa arte, o umbigo do artista será o umbigo do mundo."
(Sônia Rangel*)

12 de julho de 2007

Um liquidificador pode ter mais poesia que algumas peças de teatro.
Creio que isto só seja bom para o liquidificador.

5 de julho de 2007

Vinho do porto

Dia pra quem quer tê-lo
Com sol, quentura e grama seca
Sol com frio, vento cortante e céu azul
Caminhada de braços cruzados que querem abraçar o mundo
Ou o estranho simpático, se der um sorriso mais brando
Perfeito para voar ou ter asas de anjos de igrejas da Europa.

Perfeito dia pra ser feliz
Fazer planos
Decidir para onde será a próxima viagem
Que roupa usar na próxima festa
O que fazer com a fortuna do fim do mês
Onde comer sua quentinha ou seus Pretzels
Olhar pro céu e acreditar que vale a pena
Apreciar a caminhada às 8 da manhã por um túnel dormido

Mas quem te aguarda, ó Princesa das montanhas?

Nada além do que você acredita
Do que você planta
De quem recebe seus investimentos sudoríparos
Do que utopias de hoje que não se espera tão cedo
De declarações de abstinência burocrática
De certificados de reprovação em formalidades

SR na vida do tant mieux
Risadas breves e sorrisos amarelados à embaixatriz da dissimulação

Gostei de pensar em não ser diplomática
Poder assumir que esse dia está inegavelmente frio e inconveniente
Que me irrito porque o sol não esquenta como preciso, mesmo com pressa e mãos nos bolsos
Gostei de pular cadeira e cochichar perante a orquetra do deuses
De rir. falar. cochichar. me embriagar.
E ainda poder compará-los à desenhos animados de canais abertos
Po-pu-la-res!

Ali rindo contida de salto agulha.

Gostei simplesmente de ser EU. Estar- me EU. Sem noção de como me viam.
E mesmo não querendo caminhar em lugares tão frios e ainda querer abraçar estranhos.
Amo essa minha instabilidade de sonhos.
Nunca me cansa!
Comer bacalhau, tomar vinho do porto e no dia seguinte vir à pé até onde estarei pontualmente e não haverá nem um morto!
Ai de mim Portugal!
Ode ao oceano que nos separa!

2 de julho de 2007

Ainda hoje quero ser em nome D. Compor uma música miúda sobre o Q. Escrever sobre a poesia pequena de coisas e imagens que me passam num sei "porquê".
Homens cochilando na hora de cesta como difuntos debaixo de caminhões, numa sombra quente.
Uma mulher descabelada, arrepiada, maquiada e de boca borrada, dirigindo um carro sem as mãos enquanto acende um cigarro apressada. Se enforcaria com aquele cabelo escuro e feio. Como num filme de Almodóvar. Aliás queria hoje ser isso, uma mulher de um filme de Almodóvar. Cintura fina, roupas decotadas, sensual, mulher de trinta, madura e louca. Muito batom e pouco senso. Faz-me rir com olhos molhados.
Quero falar do que me passam esses batons vermelhos que não ficam bem em ninguém, daquele gosto de sabão. Do vinho com gosto de poeira. Do medo de quebrar o cristal de uma morta querida. Dos calafrios que sinto quando penso racionalmente no sentido da vida.
Quem me dera explicar meus sonhos absurdos em 3 frases simples. Dizer o quanto me emociona receber um sorriso do filho de uma mãe rabugenta.
Dizer tudo, sem precisar dizer tanto. Dizer sentindo, dizer mostrando, fazê-los imaginar.
Aff! Quanto palavreado.
Afastado de tudo quanto me pinta na mente, nos poros e no coração.

25 de junho de 2007

Urgente e indolor

Sexo frágil. Fragilidade ameaçadora, rosa, verde e azul. Como combinar cores e seguir a vida destoando em eterna subjetividade duvidosa?
Penso que ao estar dentro preso podes ficar e ao estar fora receio pode dar por talvez não ser o que se espera de fora ou que dentro não possas encontrar.
O que procurar se tu não sabes ser o que não encontrarás? Por que ser tão logo uma resposta ou solução se estás num eterno exercício lúdico de fé cênica em um "deus dará"?
Inquestionavelmente perguntar agita-me a alma e me faz ter afeto pela dúvida. E isso não passa de uma questão... incontestável. Até chorar.
Uma mistura de cores, tons, quente, frio, calor, horror, suor, pudor.
Proximidade indescritivelmente distante.
Calor por segundo que se ouve, por segundo que se toca, por segundo que se beija, por segundo se deixa tocar, por segundo que me deixo levar. Por cada tempo que não parece, não é, mas soa infinito. Contudo é bom que bom que acabe. E que ainda fique por vir até que não seja. Mas, que na dúvida se é para não deixar de sê-lo.

Seja ou não seja.
Ser ou não ser, e essa "merda" toda que nos faz viver e tentar escrever.
E se nos faz morrer?
À todos... Merde!!!

11 de junho de 2007

Se pisco é cisco

Tanto intento, tanto invento, tanto afeto prum só momento.
Que ato é esse que se faz e desfaz com tal força que a sua única herança se dá na lembrança?
Dia estrelado, dia sem luz. Noite sem lua. Dia infinito. Tempo infinito? Vigoroso porém discreto.
Cruel?
Efêmero?
Forte e frágil sem interagir.
Simples como viver.
Difícil como compreender a vida ou usufruí-la como um xarope.