14 de abril de 2007

Aos penhascos

Não à conformidade
Graças aos risco e as topadas que nos lembram de estarmos vivos

Que os penhascos estejam mais perto
Para assim me sentir pequena diante dos deuses e grande diante do meu medo inevitável
Mas que estes mantenham- se sempre por um triz, incapazes de me tragar

Que a vida não seja simplesmente "razoável"
E que essa palavra nunca seja usada por nós, os inconformados,
Para medir ou definir sentimentos que deveriam ser motivos para viver

E que haja sempre amor
Ou amores, já que não quero desistir
Daqueles que que nos mantêem asiados e generosos,
Que nos acompanham nas revoadas solitárias, em pensamento ou pelo caminho
Sem precisar ser do mesmo bando nem ao menos ser pássaro

Que a felicidade não seja tão utópica
Nem a luz do fim do túnel tão pequena
Que seja sempre assim a cada nascer e pôr-do-sol
E ainda, que o sol nunca deixe de passear sorridente por aqui.

Sei que muitos tormentos hão de vir mas receio sobreviver
Por isso me nego
... simplesmeste e dolorosamente me nego

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