17 de maio de 2008

Tejo e vento

Tô eu aqui no meio disso ...

Disso que é a memória do Tejo e o desejo pelo mar
Entre o que penso de você e o que eu era aqui, aí e lá

Tô eu aqui confusa e calma com o meu caos
Não mais a espera de Godot, nem pronta pra te ver
Não tão profana quanto ainda possa parecer

Vendaval. Ventou lá de assanhar miolos
E venta aqui de entorpecer a razão
Vento que não chega até aí, perdeu-se no caminho
Vento perdido. Não há mais rédea em sua mão

Imagino ainda as mãos... as que me recordo de serem suas
No meio de outras gentis os ventos trazem
Me bangunçam o cabelo e no desenho que fiz de você fazem um borrão
Me recordam que posso esquecer de você, do que havia antes e hoje não

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