Como se tudo fosse pra ontem
Mas no ontem nunca há tempo
Nunca houve minha cara!
Há de criá-lo!
No eterno presente, esqueça o futuro!
O dia seguinte aponta e não há quem mereça a a melancolia da especulação
Cabe aos meus pés andar em desonformidade com meus sonhos
Tantos. Ainda não suficientes.
Ainda não embalados!
Não há papel que comporte!
Não há pacote que caiba!
Nem tinta escreva, nem linha que borde!
Numa noite repudio o silencio
Noutro dia me arrita o zumbido da geladeira
Uma noite um pássaro livre
Na outra um pássaro manco
Noutro dia... raposa.
Não esposa, sim raposa!
Por vezes me assusto com uma imagem, quase uma foto de carteira, um vulto do"além" um vento que traz alguém
Um arrepio, um sopro curto, que se visto com os olhos estúpidos e sinceros da razão...
Haveria de dizer: é só mais um ou de novo o alguém!
Me tenta... me parece tão irreverente quanto urgente para numa caixa de sapatos se deixar empoeirar
Mas também me traz um espirro, que o motivo não quero negar!
....
Insisto em comer amoras verdes e pitangas azedas
E não resisto ao cheiro de mofo.
Eterna dislexia. Estafa mental.
... retiro minha cadeira debaixo desse pé!
Te acalma ó alma incorformada!
Vá dormir, mesmo sem almofada!
Não deixe sua alma ficar empoeirada!
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