6 de maio de 2007

Gelo em café

o frio enrijece as juntas os pes descalços as maos sem luvas e endureceu superficies e me fez espirrar fumaçar beber querer colo me fez dançar correr outrora me esquentou o coraçao que ha de cansar de ficar na minha mao que o sacode desritmado como um chucalho de guri mimado me soa tao rimado mas assim mesmo ressaqueada e descompassada feliz estou por ser ver sentir dizer e apesar de nao ter dito sentido tocado trocado ou compreendido aprendi que tenho que aprender com cada tropeço aplauso passo cada laço do cadarço senhor sapato desamarrado que estas a pensar na vida vista de baixo para cima e se esquece de olhar para o lado

2 comentários:

Cícero Fraga disse...

Gostei muito dessa, moça.
É mais despojada, mais desapegada.
Beijo grande.
Continuo lendo

Unknown disse...

simplesmente maravilhosa! exige ar de quem lê, rouba o ar de quem sente!