25 de junho de 2007

Urgente e indolor

Sexo frágil. Fragilidade ameaçadora, rosa, verde e azul. Como combinar cores e seguir a vida destoando em eterna subjetividade duvidosa?
Penso que ao estar dentro preso podes ficar e ao estar fora receio pode dar por talvez não ser o que se espera de fora ou que dentro não possas encontrar.
O que procurar se tu não sabes ser o que não encontrarás? Por que ser tão logo uma resposta ou solução se estás num eterno exercício lúdico de fé cênica em um "deus dará"?
Inquestionavelmente perguntar agita-me a alma e me faz ter afeto pela dúvida. E isso não passa de uma questão... incontestável. Até chorar.
Uma mistura de cores, tons, quente, frio, calor, horror, suor, pudor.
Proximidade indescritivelmente distante.
Calor por segundo que se ouve, por segundo que se toca, por segundo que se beija, por segundo se deixa tocar, por segundo que me deixo levar. Por cada tempo que não parece, não é, mas soa infinito. Contudo é bom que bom que acabe. E que ainda fique por vir até que não seja. Mas, que na dúvida se é para não deixar de sê-lo.

Seja ou não seja.
Ser ou não ser, e essa "merda" toda que nos faz viver e tentar escrever.
E se nos faz morrer?
À todos... Merde!!!

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