5 de julho de 2007

Vinho do porto

Dia pra quem quer tê-lo
Com sol, quentura e grama seca
Sol com frio, vento cortante e céu azul
Caminhada de braços cruzados que querem abraçar o mundo
Ou o estranho simpático, se der um sorriso mais brando
Perfeito para voar ou ter asas de anjos de igrejas da Europa.

Perfeito dia pra ser feliz
Fazer planos
Decidir para onde será a próxima viagem
Que roupa usar na próxima festa
O que fazer com a fortuna do fim do mês
Onde comer sua quentinha ou seus Pretzels
Olhar pro céu e acreditar que vale a pena
Apreciar a caminhada às 8 da manhã por um túnel dormido

Mas quem te aguarda, ó Princesa das montanhas?

Nada além do que você acredita
Do que você planta
De quem recebe seus investimentos sudoríparos
Do que utopias de hoje que não se espera tão cedo
De declarações de abstinência burocrática
De certificados de reprovação em formalidades

SR na vida do tant mieux
Risadas breves e sorrisos amarelados à embaixatriz da dissimulação

Gostei de pensar em não ser diplomática
Poder assumir que esse dia está inegavelmente frio e inconveniente
Que me irrito porque o sol não esquenta como preciso, mesmo com pressa e mãos nos bolsos
Gostei de pular cadeira e cochichar perante a orquetra do deuses
De rir. falar. cochichar. me embriagar.
E ainda poder compará-los à desenhos animados de canais abertos
Po-pu-la-res!

Ali rindo contida de salto agulha.

Gostei simplesmente de ser EU. Estar- me EU. Sem noção de como me viam.
E mesmo não querendo caminhar em lugares tão frios e ainda querer abraçar estranhos.
Amo essa minha instabilidade de sonhos.
Nunca me cansa!
Comer bacalhau, tomar vinho do porto e no dia seguinte vir à pé até onde estarei pontualmente e não haverá nem um morto!
Ai de mim Portugal!
Ode ao oceano que nos separa!

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